quarta-feira, 4 de julho de 2012

 PARA AJUDAR VOCÊ A NÃO PASSAR VERGONHA!

NUNCA DIGA:

- Menas: (o correto é sempre “menos”, que não tem feminino).
- Iorgute: o certo é “iogurte”.
- Mortandela: o certo é “mortadela”.
- Mendingo: corrija para “mendigo”.
- Travisseiro: o correto é “travesseiro”.
- Trezentas gramas: o substantivo “grama” é masculino. Portanto, diga “trezentos” gramas.
- Ele (ou ela) é “de maior” ou “de menor”: diga apenas “Ele (ou ela) é maior de idade” ou “menor de idade”.
- Cardaço: corrija para “cadarço”.
- Asterístico: o certo é “asterisco”.
- Estou “meia” cansada: o correto é “meio” cansada.
- Pode ser que “seje”: o certo é sempre “Pode ser que “seja”.
- Vamos “se ver” amanhã? : o correto é Vamos “nos” ver amanhã? Da mesma forma, você não deve dizer: Eu “se” cuido, mas sim: Eu “me” cuido.



FONTE: http://www.vocesabia.net/curiosidades/dicas-de-portugues-para-voce-nao-pagar-mico/

terça-feira, 3 de julho de 2012

20 OTIMAS DICAS DE PORTUGUÊS PARA CONCURSOS




Dica 1- Uso de “A” ou “HÁ”
O indica tempo que já passou, como no exemplo: “Eu parei de fumar algum tempo”.
O A indica o tempo que ainda vai passar, como no exemplo: “Daqui a alguns anos, eu morrerei”.
Dica 2 – Uso de “A CERCA DE”, “HÁ CERCA DE” ou “ACERCA DE”
A CERCA DE indica distância, como na frase “Trabalho a cerca de 10 quilômetros da minha casa”;
HÁ CERCA DE indica tempo aproximado, como no exemplo “Te conheço há cerca de 20 anos”
ACERCA DE é o mesmo que A RESPEITO DE, como no exemplo “Na reunião falamos acerca de seu desempenho”.
Dica 3 – Uso de AO ENCONTRO DE ou DE ENCONTRO A
AO ENCONTRO DE é utilizado em uma situação favorável, como na frase “Sua oferta vai ao encontro de minhas expectativas. Aceito!”
DE ENCONTRO A indica uma situação de oposição, como no exemplo “Seus interesses vão de encontro aos meus. Não dá certo!”
Dica 4 – Uso de “AFIM” ou “A FIM”
AFIM é um adjetivo que passa a idéia de igualdade, semelhança, afinidade. Exemplo: “Somos amigos pois temos idéias afins
A FIM é o mesmo que “para”, e indica finalidade. Exemplo: “Saí na balada a fim de diversão”
Dica 5 – Uso de “AO INVÉS DE” ou “EM VEZ DE”
EM VEZ DE indica substituição, como no exemplo: “Coma verduras e legumes em vez de frituras para ter uma boa saúde”.
AO INVÉS DE apresenta idéia contrária, uma oposição. Por exemplo: “Você deve falar ao invés de só escutar”
Dica: se está na dúvida, use a expressão EM VEZ DE, já que pode ser utilizada em qualquer situação, em qualquer sentido.
Dica 6 – Uso de “AO NÍVEL DE” ou “EM NÍVEL DE”
AO NÍVEL DE significa “à mesma altura”, como no exemplo “A cidade do Rio de Janeiro fica ao nível do mar, enquanto Brasília é mais alto”
EM NÍVEL DE é o mesmo que “no âmbito de” e indica escopo. Exemplo: “A decisão foi tomada em nível de direção, não cabe recurso”
Dica: por favor, aprenda que não existe a expressão “a nível de” como muitos gostam de falar por aí.
Dica 7 – Uso de “AONDE” ou “ONDE”
AONDE é utilizado com verbos que indicam movimento, como na frase “Aonde estamos indo?”
ONDE é utilizado com verbos estáticos, como em “Onde está a minha carteira?”
Dica: o termo “onde” é utilizado para se referir a espaços físicos, como em “A sala onde ficará a equipe”. NUNCA utilize frases do tipo “O item da proposta onde é tratado o assunto…”. O correto seria “O item da proposta em que é tratado este assunto…”
Dica 8 – Uso de “A PRINCÍPIO” ou “EM PRINCÍPIO”
EM PRINCÍPIO é o mesmo que “em tese”, “de um modo geral”, como na frase “Em princípio, achei você uma pessoa muito legal”
A PRINCÍPIO significa “começo”, “início”, como na frase “A princípio, achei você uma pessoa muito legal. Mas depois percebi que me enganei.”
Dica 9 – Uso de “DEMAIS” ou “DE MAIS”
DEMAIS pode ser usado como advérbio de intensidade no sentido de “muito”, e também como pronome indefinido no sentido de “outros”. Como na frase “A situação deixou os demais candidatos chateados demais!”
DE MAIS é o oposto de “de menos” e são sempre referidos a um substantivo ou pronome. Exemplo: “Existem candidatos de mais para eleitores de menos“.
Dica 10 – Uso de “EM FACE DE” ou “FACE A”
Não existe a expressão “FACE A” na língua portuguesa. Dessa forma, apenas é permitido utilizar a expressão EM FACE A. Exemplo: “Em face do aumento do dólar, não vou viajar para o exterior”
Dica 11 – Uso de “DENTRE” ou “ENTRE”
ENTRE é utilizado nos casos em que o verbo não exige a preposição de, como no exemplo: “Entre as pessoas desta sala, tenho mais chance.”
DENTRE já tem o uso mais limitado. Significa “no meio de” e é fruto da união da s preposições de + entre. Mas para que esta união ocorra, o verbo precisa exigir a preposição de. Veja exemplos:
Ex 1 – “Ele ressurgiu dentre as pessoas” – quem ressurge, ressurge de algum lugar. Neste caso, de onde? De entre as pessoas, ou do meio das pessoas.
Ex 2 – “Os músicos saíram dentre as primeiras filas” – quem sai, sai de algum lugar. De onde? Do meio das primeiras filas
Dica 12 – Uso de “ESTE”, “ESSE” ou “AQUELE”
Os pronomes demonstrativos ESTE, ESSE e AQUELE precisam de um pouco de atenção no seu uso, cujas diferenças recorrem ao espaço em relação às três pessoas do discurso, o tempo verbal e a proximidade com os termos da oração.
- Pronome ESTE
  • Espaço: Indica o que está próximo da pessoa que fala – “Esta proposta é excelente!”
  • Tempo: atual – “Esta semana ligarei para você.”
  • Proximidade com Termos: refere-se ao termo mais próximo – “Joana e Angélica estiveram aqui. Esta (Angélica) é mais inteligente.”
- Pronome ESSE
  • Espaço: indica o que está próximo da pessoa com quem se fala – “Esse desafio vai mexer com você!”
  • Tempo: passado próximo – “Casei em 2006. Nesse ano meu filho nasceu.”
  • Proximidade com Termos: refere-se à idéia mais mencionada – “Leia o Minha Gestão. Esse site é fantástico.”
- Pronome AQUELE
  • Espaço: indica o que mais distante da pessoa que fala e da pessoa com quem se fala – “Aquela proposta que perdeu era muito ruim!”
  • Tempo: passado distante – “Os carros daquela época eram muito melhores.”
  • Proximidade com Termos: refere-se ao termo mais distante – “Me formei em duas faculdades, medicina e direito. Aquela (medicina) foi muito mais difícil.”
Dica: o pronome este também pode indicar uma idéia que ainda vamos mencionar, como no exemplo: “Vamos debater este assunto: ganhar dinheiro.”
Dica 13 – Uso de “HAJA VISTA” ou “HAJA VISTO”
HAJA VISTA é a única expressão correta, pois neste contexto a palavra “vista” é invariável. Mas o verbo “haver” admite concordância com o substantivo a que se refere.
- Ex 1: “Haja vista o ocorrido, não irei trabalhar”
- Ex 2: “Hajam vista os acontecimentos, não irei trabalhar”
Dica: como a expressão “Haja Visto” não existe, deve-se dar a preferência ao uso da forma invariável HAJA VISTA.
Dica 14 – Uso de “MAIS”, “MAS” ou “MÁS”
MAIS é utilizado tanto como advérbio de intensidade – “Eu sou mais bonito que você” – como pronome indefinido – “Eu quero mais amor”.
MAS é uma conjunção adversativa e indica oposição, como no exemplo: “Eu saí, mas não cheguei lá”
MÁS é um adjetivo, e utilizado como antônimo de “boas”: “As más ações levam você para o inferno”
Dica 15 – Uso de “MAU” ou “MAL”
MAU é o oposto de “bom”, como no exemplo: “Eu sou mau. Vou para o inferno”
MAL é o oposto de “bem”, como no exemplo: “Ele fala muito mal
Dica 16 – Uso de “POR” ou “PÔR”
POR é preposição: “Por favor, reze por mim”
PÔR é verbo, o mesmo que “colocar”: “Vou pôr o livro sobre a estante”
Dica 17 – Uso de “POR QUE”, “PORQUE”, “POR QUÊ” ou “PORQUÊ”
O uso dos porquês não é tão simples, precisa de um pouco de atenção. Para facilitar o seu entendimento, podemos usar o eficiente mecanismo de substituição:
Usa-se o POR QUÊ se puder substituir por “por qual motivo”, como no final da frase “Você me odeia tanto por quê?
Usa-se o PORQUÊ se puder substituir por “o motivo”, como na frase “Não sei porquê tenho que estudar tanto!”
Usa-se o POR QUE se puder substituir por “por que motivo”, como na frase “Eu sei por que você não me liga mais!”
Usa-se o PORQUE se puder substituir por “porquanto”, como na frase “Não vi porque sou cego.”
Dica 18 – Uso de “SE NÃO” ou “SENÃO”
SE NÃO é o mesmo que “caso não”, como na frase “Se não dormir mais cedo, vou acordar mais tarde”
SENÃO é o mesmo que “do contrário”, como na frase “Eu estava dormindo, senão atenderia”; ou o mesmo que “a não ser”, como na frase “Não faço outra coisa senão amar você”
Dica 19 – Uso de “TÃO POUCO” ou “TAMPOUCO”
TÃO POUCO é o mesmo que “muito pouco”, como no exemplo “Ganho tão pouco que não dá nem pro cafezinho”
TAMPOUCO é o mesmo que “também não”, como no exemplo “Não comi a salada tampouco a sobremesa”
Dica 20 – Uso de “TODO” ou “TODO O”
TODO indica “qualquer”, como na frase “Todo homem gosta de futebol”; ou é o mesmo que “muito”, como no exemplo “Fiquei todo molhando andando na chuva”
TODO O significa “inteiro” ou “total”, e pode ser observado no exemplo “Todo o jantar foi servido e consumido”

FONTE: - http://cariocanocerrado.com/2008/10/16/20-dicas-de-portugues-evite-erros-mais-comuns/
              - EU MESMO

domingo, 1 de julho de 2012

     Neologismo consiste na criação de novas palavras ou expressões, ou na formação de um novo sentido a uma palavra que já existente. Pode ser fruto de um comportamento espontâneo, próprio do ser humano e da linguagem, ou artificial, para fins pejorativos ou não.Geralmente, os neologismos são criados a partir de processos que já existem na língua: justaposição, prefixação, aglutinação, verbalização e sufixação. Adimite-se então que toda palavra que não existia e passou a existir, independente do tempo de vida e de como surgiu é neologismo.
 Morfologia:  Neo (novo), cuja origem deriva do latim novus, nova, novum e do grego νές; do sânscrito návah.


     Pode também referir-se a uma nova doutrina no campo da Teologia que procura esclarecer o significado e significante das expressões presentes nas traduções bíblicas.
 Esses termos surgem como um modo de suprir uma necessidade vocabular momentânea, transitória ou permanente.

  -  Momentânea: surge bruscamente em um diálogo entre amigos. Pode até ter uma repercussão maior, mas acaba sendo esquecida com o tempo: somatoriar.

  -  Transitória: aparece em um determinado grupo e se espalha para os demais. Pode tanto ser esquecida, como pode se tornar parte do vocabulário da língua: mensalão.

  -  Permanente: surge rapidamente, mas por ser muito utilizada, acaba por se estabelecer de vez no idioma e se tornar parte do léxico: deletar.

      Segundo a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, de Francisco da Silva Bueno, o neologismo (que significa: palavra nova) pode ser classificado em varias espécies.


I- Neologismo literário;
II- Neologismos científicos ou técnicos;
III-Neologismo popular;
IV-Neologismo completo;
V-Neologismo incompleto;
VI-Nelogismo estrangeiro.


I-Neologismo literário-

Os escritores criam palavras novas ou dão novos significados às palavras já existentes, no entanto, esse artifício é usado somente para fins puramente literários ou artísticos. Exemplos:

Vesperal (espetáculo)- S.M. Neologismo feito por Cláudio de Sousa para substituir o gal. Matinee.

Necrotério – criação de Taunay, grande romancista brasileiro. Necrotério (gr. Nelcros + terion). Construção onde se depositam os cadáveres; local onde os cadáveres são expostos para identificação; lugar onde jazem os cadáveres que vão ser autopsiados. Esta palavra foi criada para substituir o francesismo morge.

Convescote – S.M. Bras. Piquenique; criação de Castro Lopes, assim como, cardápio (menu).


II-Neologismos científicos ou técnicos-

Todas as nomenclaturas das ciências novas: os nomes das máquinas, aparelhos, invenções, a linguagem da Química, da Eletrodinâmica, da Telegrafia, da Radiotelegrafia, da Aviação. Exemplos:

Microfone - S.M. (gr. Mikros + phone). Aparelho de intensificação do som, inventado por Hughes: aparelho eletrostático de ondas sonoras que transforma as ondas de pressão em força eletromagnética.

Telefone – S.M. (gr. Tele, longe + phone, som, voz). Aparelho que permite a transmissão de voz através de fios e disposições elétricas.

Aeromoça – tripulante que nos aviões serve as refeições aos passageiros e lhes presta outros serviços.
Táxi (forma reduzida de taxímetro)- automóvel de aluguel ou qualquer veículo de frete; registro de preço a pagar, em função do tempo em que é alugado o veiculo.

Nota: há neologismos científicos ou técnicos que são formados a partir de siglas: CPF, CPI, ONG, CD; um caso muito conhecido e o do neologismo LASER (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation) ou também a sigla AIDS (Acquired Immune Deficiency Syndrome) e DST (Doença Sexualmente Trasmicivel).


III-Neologismo popular-

Em sua necessidade de expressão, o povo cria novos termos ou dá novos significados a termos já conhecidos. Exemplos:

Embuchar - V.T. significa engravidar.
Ex. Joaquina “ta embuchada” de três meses.

Gato - S.M. Ligação clandestina de eletricidade.
Ex. No morro da Rocinha, a maior favela da América Latina, a maioria dos barracos tem a sua energia elétrica sustentada por gatos.

Prensadão - S.M. O substantivo cachorro quente, nome relacionado ao sanduíche de pão com salsichas, quando prensado em uma chapa quente recebe o nome de prensado. Numa pesquisa de campo constatou-se que, quando o suposto cachorro quente prensado possui medidas maiores que as do padrão, recebe o nome de prensadão.
Ex. Eu quero um prensadão completo!

Laranja – S.M. Falso proprietário.
Ex. Pedro serviu de laranja para o estelionato.

Mané –S.M. Individuo inepto, indolente, desleixado, negligente, palerma. Também se diz mané-coco, manema e manembro.
Ex. Não da bola pra esse mané!

Papudo-Adj. Fanfarrão, gabola, garganta.
Ex. Você e muito papudo!


IV-Neologismo completo-

Este nome refere-se ao neologismo que é criação quanto à forma, e criação quanto ao sentido.Exemplos:

Necrotério - relaciona-se somente ao lugar onde se expõem os cadáveres que vão ser autopsiados ou identificados.

Microfone - relaciona-se somente ao dispositivo que, no posto transmissor, capta o som que vai ser levado aos receptores através de ondas hertzianas.

Outros exemplos – vesperal, convescote, cardápio.


V-Neologismo incompleto-

Assim denominam-se os vocábulos já existentes na língua que tomaram novas significações. Exemplos:

Formidável - Adj. Este vocábulo já teve o sentido de temível, terrível, que inspira grande temor, perigoso. Hoje e usado basicamente com o sentido de maravilhoso, acima do comum, admirável, excelente.

Papudo - Adj. Aquele que tem papo grande. Atualmente aplicado ao individuo fanfarrão, gabola.

Picareta – S.F. Instrumento de ferro com duas pontas, serve para escavar a terra e arrancar pedras. Hoje este termo vem sendo mais aplicado ao individuo de má índole, insinuante, tratante.


VI-Neologismo estrangeiro-

São palavras que adotamos de outras línguas por nos faltarem vernáculas; a tendência mais comum é a de escrevê-las de maneira aportuguesada. Exemplos:

Futebol - S.M. Do inglês foot-ball

Abajur-S. M. É o francês abat-jour.

Bebê – S.M. Criancinha vem do francês bébé. Antigamente foi o nome de um anão da corte de Estanislau Leczynski. Pode ter sido também originada de palavra inglesa baby.

Carpete – S.M. Do inglês carpet; tapete que reveste inteiramente um cômodo, em geral afixado ou colado ao chão.

Bracelete – S.M. pulseira. Fr. Bracelet
. Buquê – S.M. ramo de flores. Fr. Bouquet.

Skate – S.M. Prancha com rodinhas, se escreve exatamente como no original.

Bicicleta – S.F. velocípede de duas rodas. Fr. Bicyclette

Bife – S.M. Posta de carne de vaca, do inglês beef.

Bidê – S.M. criado mudo. Fr. Bidet

Xérox – (cherocs).Do inglês xerox. Nome registrado, arte gráfica, fotocópia.

Shopping - reunião de lojas comerciais, serviços de utilidade pública, casas de espetáculo, etc., em um só conjunto arquitetônico.

Show – espetáculo de teatro, radio, televisão, etc. geralmente de grande montagem, que se destina à diversão.

Outros exemplos: motoboy, hipermercado, internete, jeans, etc.

Como ocorre?

Causas do neologismo

A principal causa é a necessidade de expressão: Com o surgimento de novas invenções, novos objetos, novos conceitos, enfim, novas idéias; faz-se necessário o aparecimento de novos nomes que se adaptem ao significado daquilo que os representa. Se não há nenhum vocábulo que possa ser adaptado, é imprescindível criar-se um, uma nova palavra, algo especial. Exemplos:

Microfone, televisão, necrotério, etc.

Outro fator é a inclinação do espírito humano para especificar, classificar, catalogar, ou mesmo positivar as diferenças existentes entre os seres, dando a cada uma delas o devido nome, algo que corresponda a essa necessidade de clareza e de especificação. Exemplos:

Papudo, mane, picareta.

Para que o neologismo vença e se radique na língua basta uma só condição: ser necessário a uma precisão do espírito humano. Mas se tal necessidade não existe, poderá manter-se por meses, desaparecendo, certamente, apesar de todos os esforços dos autores. Exemplos:

Coelho Neto criou: luademelar, dorremifassolar;

Castro Lopes fez ainda: focale, runimol, nasoculos.

Nota: para que o neologismo radique na língua é necessário que aja necessidade no emprego do termo a uma expressão, tais termos não foram aceitos, pois não correspondiam a uma necessidade e expressão.
Outra causa é a rapidez da expressão: em lugar de expressão bastante longa - “apresentar felicitações” - diz-se logo- “felicitar” - e aparece assim o neologismo.

A língua do neologismo

Os neologismos científicos e literários são feitos do grego e do latim, muitas vezes combinados com o idioma pátrio: televisão (tele= grego; visão= português), gasogênio (gás= germânico; gênio= grego), glossofone (ambos gregos). Quando o neologismo é formado de elementos pertencentes a uma mesma língua, diz-se que está bem feito; quando os elementos são de idiomas diferentes, diz-se que é híbrido. Hibridismo é, pois, a formação de um vocábulo com elementos de diversas línguas: gasogênio, televisão, mandão-mirim. Os neologismos populares são todos adaptações de termos já existentes na língua e, portanto, de origem vernácula.


FONTES: - http://www.brasilescola.com/portugues/neologismo.htm
                 - eu mesmo
                 - http://pt.wikipedia.org/wiki/Neologismo
                 - http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070618145937AAvPNH3